quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Professor Dr. Manuel Carlos Chaparro assessora último seminário do 8º Muticom

Os participantes do 8º Mutirão Brasileiro de Comunicação, Muticom, participaram na manhã desta quinta feira, 31/10 do último Seminário do evento com o tema “Conteúdo e Mensagens MCS: olhares críticos e questões contemporâneas”. Compuseram a mesa como assessores os professores Dr. Manuel Carlos Chaparro, da Universidade de São Paulo (USP) e o Dr. Laurindo Lalo Leal Filho, também da USP, e como debatedores o Prof. Dr. Miguel Pereira da PUC Rio e Prof. Dr. Arnon Andrade da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Em sua abordagem, o Professor Manuel Chaparro Afirmou que o mundo não se adapta ao jornalismo velho e que o mundo cataliza o progresso tecnológico e o avanço cultural. “O jornalismo não tem autonomia. O jornalismo é uma linguagem de relatos e comentários do que acontece, do que os outros fazem, do que os outros dizem. Os conflitos não são realizados pelo jornalismo, os conflitos são realizados pelos sujeitos sociais. Então é o jornalismo que tem que se adaptar, e não o contrário”, disse.

Em todos os seminários, após a fala dos componentes da mesa, foi aberto um espaço para os participantes exporem suas ideias e apresentarem suas perguntas aos dirigentes do seminário.

Cerca de 800 pessoas participam da oitava edição do Mutirão Brasileiro de Comunicação que acontece na Universidade Federal do Rio Grande do Norte na cidade de Natal e tem como tema “Comunicação e participação cidadã: Meios e processos”.

Na parte da tarde os participantes seguem para os grupos de trabalhos, GT’s e no final da tarde haverá a solenidade de encerramento e em seguida show com a cantora Elba Ramalho.

Fonte: Signis Brasil

Celebração da Santa Missa abre o último dia de atividades do 8º Muticom

O último dia de atividades do 8º Mutirão Brasileiro de Comunicação, Muticom que acontece na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, na cidade de Natal teve início nesta quinta feira, 31/10 com a celebração da Santa Missa presidida pelo arcebispo de Campo Grande MS e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação Dom Dimas Lara Barbosa.

Em sua homilia, dom Dimas disse que o grande desafio dos comunicadores católicos é a produção de conteúdos: “Nós temos mais de dois mil anos de cristianismo e todo o antigo testamento, um grande acervo acumulado pela Igreja. Temos as mais variadas formas de conteúdos para os mais diversos meios de comunicação. Cada comunicador cristão há de ser um permanente leitor da palavra de Deus, dos textos da Igreja e do catecismo da Igreja católica”. Afirmou.

O arcebispo falou ainda da necessidade de sairmos de nós mesmos para as periferias existenciais: “O maior instrumento de comunicação que temos é o nosso testemunho. Não podemos nos contentar com superficialidade, temos que ir ao cerne, ao coração do Evangelho. Sejamos imitadores de Jesus na nossa prática, no anúncio da Palavra.”

Participaram da celebração da Santa missa o arcebispo emérito de Natal Dom Matias Patrício de Macedo, Dom Antônio Wagner da Silva, bispo diocesano de Guarapuava PR, Dom Plínio José Luz da Silva, da Diocese de Picos, no Piauí, Dom José Moreira de Melo, bispo de Itapeva, São Paulo e Dom Wladìmir Lopes Dias, da Arquidiocese de Vitória, no Espírito Santo.

A atividades do último dia do 8º Muticom seguem na manhã desta sexta feira com a realização do Seminário Conteúdo e Mensagens MCS: olhares críticos e questões contemporâneas, com a assessoria dos professores Dr. Manuel Carlos Chaparro da Universidade de São Paulo ( USP) e Dr. Laurindo Lalo Leal Filho também da USP.

Na parte da tarde os participantes seguem para os grupos de trabalhos, GT’s e no final da tarde haverá a solenidade de encerramento e em seguida show com a cantora Elba Ramalho.

Fonte: RCR

Grupos de trabalho do 8º Muticom debatem experiências no campo de comunicação

Uma das novidades para esta edição do 8º Mutirão Brasileiro de Comunicação é a realização de grupos de trabalho, que tem a proposta de debater experiências exitosas no campo da comunicação. Na tarde desta quarta-feira (30), as discussões continuaram nos 12 grupos que foram formados para debater os trabalhos.

Por exemplo, o grupo de “Redes Sociais e Juventude”, assessorado pelo padre Clóvis Melo, coordenador da Rede de Informática da Igreja do Brasil (RIIBRA), da CNBB, e por Fernando Geronazzo, coordenador do grupo Jovens Conectados, da Conferência Episcopal para a Juventude, da CNBB, apresentou diversas experiências, entre elas, a do designer Gustavo Huguenin, responsável pela criação da identidade visual da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013.

Segundo Gustavo, os grupos possibilitaram a troca de experiências e conhecimentos. “Esta é a primeira vez que participo de um Mutirão de Comunicação. Acredito que os grupos vem possibilitando um bom debate, uma vez que, a Igreja e a sociedade tem boas iniciativas de comunicação”, fala.

O padre Clóvis Melo avalia como positiva a iniciativa dos grupos. “Tem sido uma experiência muito rica, uma vez que esses grupos não se constituem somente com as apresentações de trabalhos. Os temas que são expostos transformam-se em grandes debates, o que é produtivo”, frisa.

A programação dos grupos de trabalho encerra nesta quinta-feira (31), com o debate e síntese dos temas apresentados nos dias anteriores de encontro.

Fonte: Muticom

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Terceiro dia de Muticom debate "Jornalismo público e cidadania"

O 8º Mutirão Brasileiro de Comunicação chegou ao terceiro dia de atividades, debatendo o tema “Jornalismo Público e construção da cidadania”. Quem fez a assessoria do seminário foi o professor Elson Faxina, da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e TV Educativa do Paraná (TVE/PR). Também estiveram presentes no debate, o padre Ermanno Allegri, da Agência de Notícias Adital, de Fortaleza (CE) e Marcos Guerra, jornalista e integrante do conselho diretor da Ordem dos Advogados do Brasil, no Rio Grande do Norte (OAB/RN).
Em suas palavras, o prof. Elson apresentou um conceito da filósofa Marilena Chaui, sobre cidadania passiva e ativa. “De acordo com a Marilena, a cidadania passiva é aquela que recebemos sem nenhum esforço. No caso, os benefícios concedidos pelas organizações. Este tipo de cidadania ganha grande repercussão nos meios de comunicação. Já a cidadania ativa é aquela que nos interessa. No caso, a que gera mudanças sociais, fruto da organização de grupos. Podemos citar como exemplo, as organizações de lutas sindicais, entre outros. Já esta forma de cidadania não ganha destaque nas grandes mídias, pois gera disputa de espaço”, frisa.
Ainda nas palavras do professor, foi destacado que a Igreja deve ter um olhar diferenciado na produção de conteúdos, levando em conta os princípios ideológicos de cada meio. “Os meios católicos devem ficar atentos para não repetir o que as grandes mídias veiculam. Sua ideologia é diferenciada, então deve seguir por este caminho. Acredito que os jornalistas devem abandonar a zona de conforto e buscar outras formas de narrar os fatos. Lembremos que o que muda a sociedade não é o discurso, mas a história, os testemunhos”, pontua.
Para o jornalista e advogado Marcos Guerra, é preciso pensar os meios sob a ótica da cidadania. “Nos noticiários que veiculamos nos meios de comunicação, devemos ficar atentos para evidenciar os valores que são realmente importantes para a sociedade. O que vemos na atualidade, é um jornalismo pouco comprometido com os interesses do povo”, destaca.
Avaliação
O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, está participando das atividades do 8º Muticom. Para ele, a avaliação é positiva. “A própria dinâmica do Mutirão refere-se ao conhecimento produtivo, com a contribuição de todos. As partilhas de experiências tem sido bem sucedidas”, comemora.
Ele destaca que os mutirões, bem como, os encontros nacionais da Pastoral da Comunicação, tem contribuído para a ação da pastoral nas paróquias. “Esses eventos vêm se consolidando cada vez mais, o que gera corpo e ação pastoral, da comunicação, em nossas dioceses e paróquias”, diz.  
Programação
A programação acadêmica do 8º Muticom segue até esta quinta-feira (31), com as seguintes atividades: 08h –missa de encerramento, presidida por Dom Dimas Lara Barbosa; 09h – Seminário “Conteúdo e Mensagens dos MCS: olhas críticos e questões contemporâneas”, com assessoria dos professores Manuel Carlos Chaparro (USP) e Laurindo Lalo Leal Filho (USP). Das 14h às 16h, fechamento dos grupos de trabalho e às 16h30, solenidade de encerramento, com anúncio da sede do 9º Muticom, seguida da apresentação da cantora Elba Ramalho.
Fonte: Muticom

8º Muticom debate Comunicação Comunitária

A professora Dra. Raquel Paiva foi a assessora do seminário que deu início às atividades do terceiro dia da oitava edição do Mutirão Brasileiro de Comunicação – Muticom, nesta terça feira, 29. Participaram da mesa como debatedores o coordenador acadêmico do evento professor Dr. Juciano Lacerda, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e padre Manoel Filho, coordenador diocesano da Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Salvador (BA). Como mediador, compôs a mesa o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, Dom Dimas Lara Barbosa. O tema discutido foi “Comunicação comunitária e construção da cidadania” .

A professora Raquel Paiva abordou questões relativas à comunidade e comunicação comunitária e questionou os presentes por que se fala muito hoje em comunidade e qual a relação entre esta, a comunicação e a sociedade: “A comunicação comunitária é horizontal. Ela é horizontal na sua gestão, nos assuntos, nos seus temas, na maneira como serão tratados, na preparação das pautas, na realização das matérias, entrevistas, na produção... ela é gestada, gerenciada por um coletivo. Ela é necessariamente a voz daquela coletividade”.

O 8ºMuticom teve início no último domingo, 27, e acontece até a próxima sexta feira, 01, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Natal, e tem como tema "Comunicação e participação cidadã: meios e processos". Constam na programação do evento, além das conferências e seminários, grupos de trabalho e momentos para troca de experiências entre os comunicadores. Aproximadamente 70 relatos de pesquisa serão apresentados durante os dias de Mutirão.

Fonte: Signis Brasil

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Muticom reúne comunicadores de todo o Brasil

O segundo dia do 8º Muticom – Mutirão Brasileiro de Comunicação, teve início nesta segunda feira, 28, com a celebração da Santa Missa no Ginásio de Esportes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte UFRN.
Centenas de pessoas participaram da celebração presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, que destacou a importância dos meios de comunicação católicos responderem à ordem de Jesus de proclamar o Evangelho.
O arcebispo disse ainda que a comunicação deve ser realizada com competência, dedicação e responsabilidade. Concelebraram a Santa Missa juntos com Dom Jaime Viera Rocha; Dom Dimas Lara Barbosa, MS; Dom Delson Pedreira da Cruz, PB; Dom José Moreira, SP; Dom Plinio José, PI; Dom Wladimir Lopes Dias, ES,
O mutirão reúne comunicadores de todo o país, para debaterem o tema “Comunicação e participação cidadã: meios e processos”. As atividades acontecem até o dia 01 de novembro e reúnem cerca de 800 pessoas de diversos lugares do Brasil. Na programação, além das celebrações, terá seminários, apresentações culturais e a feira da comunicação.
Para o Everto Lucas, da diocese do Ceará, que trabalha na Web TV Diferente, é a primeira vez que participa do Muticom. Segundo ele, “é uma grande expectativa de levar muita experiência para os colegas de trabalho que não puderam participar do evento”. Everton afirma querer “voltar mais carregado de experiências para trabalhar com mais vigor na evangelização para os jovens”.
Os cerca 800 participantes do evento representam as regiões do Brasil: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espirito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Rio Grande do Norte.
Durante a programação na manhã de segunda-feira, 28, realizou-se a conferência com o professor Dr. Muniz Sodré (UFRJ), que proferiu o tema do 8º Mutirão de Comunicação. Professor Sodré afirma que historicamente a comunicação esta liga ao cristianismo. “Este evento não é um evento de pregação e de conversão é um evento de estudo de congregação. Então pra mim, que sou acadêmico, sou escritor, isso dá um diferencial para reunir gente de todos os estados para discutir essa nova forma que aglutina e estrutura que são as redes de comunicação, que é a comunicação social”.
A estudante de jornalismo, Dina, veio para o Mutirão de Comunicação com a perspectiva de compreender estes novos desafios da nova evangelização, de poder vivenciar o máximo o evento de comunicação e levar novidades para a Arquidiocese de Fortaleza.
Na parte da tarde aconteceram os grupos de trabalhos, GTs, que são novidade nesta edição, e possibilitaram a apresentação de experiências no campo da comunicação. Os GTs foram: Impressos; Comunicação e Educação; Redes Sociais e Juventude; Comunicação e Educação; Televisão e Cidadania; Redes de Comunicação; Comunicação e Catequese; Pascom; Assessoria de Comunicação; Rádios Educativas, Comunitárias e Comerciais; Formação de Comunicadores; Web-Rádio e Web-TV e Comunicação para Crianças.
Fonte: Signis Brasil

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Começa o 8º Mutirão Brasileiro de Comunicação

O tema “Comunicação e Participação cidadã: meios e processos” pauta as atividades do 8º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom), aberto oficialmente na noite deste domingo, 27 de outubro, no hotel Praiamar, em Natal (RN). A cerimônia foi presidida pelo arcebispo metropolitano, dom Jaime Vieira Rocha, e pelo presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa.
“Se eu puder definir este 8º Muticom com uma palavra, eu diria esperança. Uma esperança que não decepciona, e esta alegria de ver cada vez mais o desafio de Paulo VI, que seremos julgados pelas futuras gerações pelo bom ou mau uso que fizermos dos meios de comunicação”, afirmou dom Dimas. “Acho que o Mutirão vai ser um momento de muita comunhão, de muita partilha, no que diz respeito à nossa missão”, afirmou a presidente da Signis Brasil, irmã Helena Corazza, em entrevista ao site do evento.
As atividades do evento continuam nesta segunda-feira no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com celebrações, seminários, e a Feira de Comunicação. Hoje, a programação começa com missa, seguida de uma conferência com o jornalista Muniz Sodré. No período da tarde, ocorrerão, simultaneamente, os 14 grupos de trabalho.
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Para a reitora da UFRN, Ângela Paiva Cruz, a realização do Muticom em parceria com a universidade é um fato muito positivo. “Neste evento vamos ter a possibilidade de fazer uma discussão cientifica acadêmica da questão da comunicação sobre os meios e processos que venha a qualificar a atuação na comunicação da religião católica”.
A programação acadêmica do 8º Muticom termina na quinta-feira, 31. Na sexta-feira, 1º de novembro, será dedicada a passeios. As notícias do evento podem ser acompanhadas também no site oficial, ou através do aplicativo exclusivo para smartphones.
Fonte: CNBB

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

8º Mutirão Brasileiro de Comunicação começa domingo

Cerca de 800 pessoas, de várias partes do Brasil, chegarão à capital potiguar no próximo domingo, 27 de outubro, para participar do 8º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom). O evento, que se estende até o dia primeiro de novembro, tem como tema: “Comunicação e participação cidadã: meios e processos”.
Pela primeira vez o Mutirão será realizado no campus de uma universidade pública. A organização é da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Signis Brasil, arquidiocese de Natal e Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
O programa inclui, pela manhã, a realização de celebrações, seminários e lançamentos de livros. Paralelamente, haverá uma Feira de Comunicação. No período da tarde, serão realizados simultaneamente 14 grupos de trabalhos com diversas temáticas. A programação inclui também atividades culturais, como o show da cantora Elba Ramalho. No último dia do evento, os participantes também poderão realizar passeios organizados pelo litoral norte, litoral sul e Natal.

Lançamentos

No dia 28, o diretor executivo do Portal A12 e apresentador do Programa ‘Bem-vindo Romeiro”, na TV Aparecida, padre Evaldo César, lançará o livro “Igreja na cidade: desafios e alcances de uma evangelização pela televisão”.

A Pastoral da Comunicação da arquidiocese de Salvador (BA) e a Universidade Católica de Salvador vão lançar, no dia 29, o Curso de Aperfeiçoamento em Comunicação Pastoral”. Trata-se de uma pós-graduação, voltada para agentes da Pascom e profissionais da área de comunicação e será realizada em módulos.
“Haiti por si: a reconquista da independência roubada” é o título do livro que será lançado no final da manhã do dia 30. Produzido pela Agência de Informação Frei Tito para a América Latina, conhecida como Agência Adital, o livro busca mostrar as possibilidades de reconstrução política, econômica, social e cultural do Haiti.
No dia 31, será lançado o livro digital “Comunicação para a cidadania: objetos, conceitos e perspectivas”, organizado por Cláudia Regina Lahni e Juciano de Sousa Lacerda. Ambos integram o grupo de pesquisa Comunicação para a Cidadania, da Intercom.
Fonte: CNBB

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Signis Brasil realiza cobertura inédita durante Congresso da Amazônia

O 1º Encontro da Amazônia Legal, que acontece em Manaus, de 28 a 31 de outubro, terá projeto inédito de comunicação. Impressos, Rádio e Internet farão a maior rede de comunicação de um evento da Igreja. A ação é promovida pela Signis Brasil.
O destaque é para a forma: de modo integrado, a cobertura jornalística alcançará dez impressos católicos entre revistas e jornais, associados a Signis Brasil, chegando a uma tiragem de cerca de 1 milhão exemplares e a 230 rádios de todo o País, associadas à Rede Católica de Rádio (RCR).
“A relevância deste encontro da  Amazônia é muito grande tanto para a Igreja quanto para o diálogo com a sociedade, nas questões pontuais ali discutidas. E esta é a nossa missão como veículos católicos”, afirma a presidente da Signis, irmã Helena Corazza, fsp.
Participam do projeto os jornalista: Wilson Silvaton, fará a cobertura de rádio, Osnilda Lima e  Karla Maria,  resposáveis pelos impressos e  internet. A  coordenação da produção de rádio é do jonalista André Costa e conta com a assosria de   Marcos Beltramim, dirigido pelo presidente da RCR frei João Carlos Romanini.
As mídias participantes do projeto:
Rádio:  Rede  Aparecida (SP),   Redesul  de Rádio (RS)   Rede Milícia da Imaculada (SP), Rede Difusora (GO),  Rede Cancao Nova de Rádio (SP)
Impressos:  Familia Cristã, Revista Rainha,Revista O Mílite,  Revista Canção Nova, Revista Ave Maria, Revista Cidade Nova,  Revista  Mundo e Missão,  Jornal Correio Riograndense, Jornal O Santuário, Jornal Mundo Jovem,  Jornal Missão Jovem,
A Igreja da Amazônia Legal
As questões que serão discutidas por lideranças e bispos dos seis regionais que compoem a Amazônia Legal são muitas, e têm ferido a dignidade da pessoa humana de diversas formas, além de impactar o meio ambiente.
No Regional Noroeste, que compreende os Estados do Acre, Sul do Amazonas e Rondônia, a preocupação está no impacto que os grandes projetos do governo federal e as Pequenas Centrais Hidrelétricas estão gerando aos centros urbanos: exploração sexual, impactos às comunidades tradicionais, ribeirinhas e ao meio ambiente.
Os conflitos de terra também estão presentes. Segundo a Comissão Pastoral da Terra, atualmente 295 pessoas, entre elas dom Pedro Casaldáliga, estão ameaçadas de morte, 199, ou 67% delas, encontram-se na Amazônia Legal.
No Norte 1, que compreende o Norte do Amazonas e Roraima, há a preocupação com a acolhida a imigrantes haitianos, com as populações tradicionais e ribeirinhas, com os povos indígenas da Raposa Serra do Sol. Já no Regional Norte 2, nos estados do Amapá e Pará, bispos, religiosos e agentes de pastoral estão ameaçados de morte por denunciarem o tráfico internacional de mulheres, o trabalho escravo em usinas de carvão, os conflitos e interesses em terras indígenas.
A pobreza, o tráfico de mulheres e o trabalho escravo também estão presentes nos regionais centro Oeste, que compreende parte do Tocantins, Goiás e Distrito Federal e Oeste 2, a outra parte do Tocantins e Mato Grosso; e no Nordeste 5, o Maranhão, que atualmente é o penúltimo Indíce de Desenvolvimento Humano (IDH) do País.
Cristo aponta para a Amazônia − Para responder a esses desafios, a Igreja na Amazônia tem abraçado a missão de forma comprometida com toda a criação e na busca de uma vivência autêntica nas comunidades de fé, alimentado-se pela Palavra e pela Eucaristia. Em Julho de 2012, na celebração final do 10º Encontro da Igreja na Amazônia, realizada em Santarém (PA), o cardeal dom Claudio Hummes, presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, e os bispos dos regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que abrangem a região divulgaram uma Carta ao Povo de Deus expressando o compromisso com a Amazônia. Trecho inicial da carta:
“Expressamos nossa gratidão ao Deus da vida, não obstante nossas fragilidades, nossa Igreja tem anunciado Jesus Cristo ressuscitado, caminho, verdade e vida e tem marcado presença junto ao povo sofrido, sendo muitas vezes a voz dos povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, seringueiros e migrantes, nas periferias e em novos ambientes dos centros urbanos animando as comunidades na reivindicação do respeito pela sua história e religiosidade.
É também a vida destes povos, seu modo de viver, sua simplicidade, seu protagonismo, sua fé que nos encantam! Não faltou o testemunho de entrega da própria vida até o derramamento de sangue. Este testemunho nos anima, nos encoraja e nos fortalece. São também protagonistas religiosos e religiosas, pastorais, movimentos e serviços que tem sido uma força viva e atuante na realidade das nossas comunidades. ‘Cristo aponta para a Amazônia’ lembrava o Papa Paulo VI aos bispos da Amazônia por ocasião de seu encontro em Santarém, de 24 a 30 de maio de 1972, marco indelével na história da Igreja desta grande região brasileira, habitada por povos de culturas e tradições tão diferenciadas do outro Brasil”.
Fonte: Signis Brasil

Tema do 8º Muticom será debatido em audiência pública na assembleia legislativa

“Comunicação e participação cidadã: meios e processos” será o tema da audiência pública, proposta pelo Deputado Fernando Mineiro, que vai acontecer no dia 30 de outubro, próxima quarta-feira, às 16h, no auditório Robinson Faria, na sede da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. A sessão será aberta a todo o público, e também transmitida pela TV Assembleia.

Os debatedores da audiência serão: Professor Dr. Laurindo Lalo Leal Filho, da Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo (USP); Professor Dr. Elson Faxina, da Universidade Federal do Paraná; Dom Dimas Lara Barbosa, Arcebispo de Campo Grande; Natália Bonavides, representante da Intervozes; João Victor Leal, representante do Coletivo da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social e o Professor Dr. Juciano de Sousa Lacerda, coordenador do GP Comunicação para a Cidadania, da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom).

Fonte: Muticom

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Centro Televisivo Vaticano, em caminho com o Papa

“30 anos do Centro Televisivo Vaticano. A televisão que conta o Papa ao mundo”: com este título, realiza-se esta sexta-feira, em Roma, o congresso para celebrar a criação do CTV, em 1983, sob o pontificado de João Paulo II.

O congresso foi a ocasião para o Papa Francisco enviar uma mensagem ao Diretor do CTV, Mons. Dario Edoardo Viganò (foto), e refletir sobre o papel da Igreja nos meios de comunicação.

Nessas décadas, observa o Pontífice, a tecnologia viajou em alta velocidade, criando inesperadas redes interconexas. Todavia, é necessário manter a perspectiva evangélica nesta espécie de “rodovia global da comunicação”, sempre fiel aos propósitos de quando o CTV foi criado, ou seja, de favorecer uma ação mais eficaz da Igreja nos meios de comunicação.

Por isso, os eventos eclesiais jamais podem ser apresentados sob uma ótica mundana, escreve o Papa, recordando seu encontro com os jornalistas dias após sua eleição à Sé de Pedro. Se já não é simples narrar os eventos da história, mais complexo ainda é contar os eventos ligados à Igreja, que é “sinal e instrumento da íntima união com Deus”, é Corpo de Cristo, Povo de Deus e Templo do Espírito Santo.

“Isso requer uma responsabilidade especial, uma forte capacidade de ler a realidade em chave espiritual. Isso significa um cuidado particular ao selecionar, editar e veicular as imagens – habilidades que norteiam o trabalho do CTV.

A função do Centro Televiso Vaticano, prossegue Francisco, não se reduz somente a documentar de maneira “neutra” os eventos, mas é muito mais do que isso: é “contribuir para aproximar a Igreja ao mundo, eliminando as distâncias, fazendo chegar a palavra do Papa a milhões de católicos, inclusive onde muitas vezes professar a fé é uma escolha corajosa. Graças às imagens, o CTV está em caminho com o Papa para levar Cristo a tantas formas de solidão do homem contemporâneo, alcançando também as ‘sofisticadas periferias tecnológicas’”.

Nesta missão, ressalta o Papa, é importante recordar que a Igreja está presente no mundo da comunicação, em suas múltiplas expressões, sobretudo para conduzir as pessoas ao encontro com o Senhor Jesus. “É somente o encontro com Jesus, de fato, que pode transformar o coração e a história do homem. Peçamos ao Senhor que nos torne capazes de chegar ao coração do homem, além das barreiras da desconfiança, e peçamos a Nossa Senhora que guie os nossos passos de ‘peregrinos da comunicação’”, conclui o Santo Padre, invocando a intercessão de Santa Clara, padroeira da televisão.

Fonte: Rádio Vaticana

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Festa de Nossa Senhora Aparecida na Vila Velha





Em comemoração ao dia de Nossa Senhora Aparecida, 12 de outubro e Dia das Crianças a Paróquia Nossa Senhora da Conceição festejou a data na Igreja da  Vila Velha, onde a santa é padroeira daquela comunidade. Frei Fernando presidiu a missa pela manhã, após a procissão no bairro. Ao meio dia foi servido um delicioso almoço com direito a bolo e refrigerante.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Atenção Agentes da Pascom!




Mutirão pretende reunir comunicadores de todo o país para debater o tema “Comunicação e participação cidadã: meios e processos”

O 8º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom) está com inscrições prorrogadas até o próximo dia 20 de outubro. Realizado pela primeira vez em Natal (RN), o mutirão pretende reunir comunicadores de todo o país, para debater o tema “Comunicação e participação cidadã: meios e processos”. As atividades vão acontecer no período de 27 de outubro a 01 de novembro e os interessados em participar, podem se inscrever por meio do site:www.muticom.com.br e pagar uma taxa de R$ 130.
A programação vai contar com a realização de conferências, que terão assessoria dos professores Manuel Carlos Chaparro (USP), Muniz Sodré (UFRJ), Laurindo Lalo Leal Filho (USP), Raquel Paiva (UFRJ), Elson Faxina (UFPR), entre outros, além de Grupos de Trabalho, novidade para esta edição, que vai possibilitar a apresentação de experiências exitosas no campo da comunicação. O encontro também vai contar com uma programação cultural, focando nos artistas locais, além da participação da cantora Elba Ramalho, no dia 31 de outubro. A apresentação será aberta somente para os participantes inscritos no Mutirão.
O evento é voltado para comunicadores populares, jornalistas, professores, estudantes de comunicação, agentes da pastoral da comunicação e pesquisadores, com o objetivo de debater os processos de comunicação, tanto na Igreja, quanto na sociedade. O 8º Muticom é uma promoção da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Arquidiocese de Natal e Signis Brasil,em parceria com as unidades acadêmicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN): Superintendência de Comunicação, Departamento de Comunicação, Centro Acadêmico Berilo Wanderley e Programa de Pós-graduação em Estudos da Mídia.

Serviço:
8º Mutirão Brasileiro de Comunicação
Período: 27 de outubro a 01 de novembro de 2013
Inscrições até 20 de outubro

8º Muticom tem inscrições prorrogadas até o dia 20

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O 8º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom) está com inscrições prorrogadas até o próximo dia 20 de outubro. Realizado pela primeira vez em Natal (RN), o mutirão pretende reunir comunicadores de todo o país para debater o tema “Comunicação e participação cidadã: meios e processos”, entre os dias 27 de outubro a 01 de novembro. Os interessados em participar, podem se inscrever por meio do site: www.muticom.com.br e pagar uma taxa de R$ 130.

A programação vai contar com a realização de conferências, que terão assessoria dos professores Manuel Carlos Chaparro (USP), Muniz Sodré (UFRJ), Laurindo Lalo Leal Filho (USP), Raquel Paiva (UFRJ), Elson Faxina (UFPR), entre outros. Os grupos de trabalho, novidade para esta edição, vão apresentar experiências exitosas no campo da comunicação. O encontro também vai contar com uma programação cultural, focando nos artistas locais, além da participação da cantora Elba Ramalho, no dia 31 de outubro, em uma apresentação exclusiva para os participantes inscritos no Mutirão.
O evento é voltado para comunicadores populares, jornalistas, professores, estudantes de comunicação, agentes da pastoral da comunicação e pesquisadores, com o objetivo de debater os processos de comunicação, tanto na Igreja, quanto na sociedade. O 8º Muticom é uma promoção da CNBB, Arquidiocese de Natal e Signis Brasil, em parceria com Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Fonte: CNBB

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Inscrições para o 8º Muticom encerram dia 10

Termina, no dia 10 de outubro, o prazo para inscrições para o 8º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom). O evento será realizado pela primeira vez em Natal (RN), no período de 27 de outubro a 1º de novembro, e reunirá comunicadores de todo o país para debater o tema “Comunicação e Participação Cidadã: meios e processos”. Para participar, basta se inscrever pelo site do encontro: www.muticom.com.br e pagar uma taxa de R$ 130.
As conferências terão as assessorias dos professores Manuel Carlos Chaparro (USP), Muniz Sodré (UFRJ), Laurindo Lalo Leal Filho (USP), Raquel Paiva (UFRJ), Elson Faxina (UFPR), dentre outros. O evento é voltado para comunicadores, jornalistas, professores, estudantes de comunicação, agentes da Pascom e pesquisadores, com o objetivo de debater os processos de comunicação, tanto na Igreja quanto na sociedade. Os Grupos de Trabalho irão possibilitar a apresentação de experiências no campo da comunicação.
O encontro também terá uma programação cultural, com artistas locais, além da participação da cantora Elba Ramalho, no dia 31 de outubro. A apresentação de Elba Ramalho será aberta somente aos participantes inscritos no Mutirão. O 8º Muticom é uma promoção da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), arquidiocese de Natal e Signis Brasil, em parceria com as unidades acadêmicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Fonte: CNBB

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Os desafios da comunicação digital para a Igreja

O jesuíta italiano Antonio Spadaro, autor da primeira entrevista de fundo ao Papa, fala sobre o exemplo de Francisco e as mudanças em curso na reflexão teológica por causa da internet.
Agência ECCLESIA (AE) – Como fazer Teologia nesta era digital, qual é o desafio?
Padre Antonio Spadaro  (PA) – O desafio é o de sempre, é o de pensar a fé no mundo em que vivemos, no mundo cultural, na história em que vivemos. A internet tem hoje, certamente, um grande impacto no nosso modo de pensar, de pensar em geral. Então, dado que a Teologia é pensar a fé – na definição clássica, ‘intellectus fidei’ –, se a rede tem um impacto na forma de pensar – e a Teologia é pensar a fé -, a rede terá um impacto na forma de pensar a fé?
Esta é a pergunta que eu coloco e é o grande desafio da Igreja: a Igreja é chamada a estar onde estão os homens, hoje eles estão também na rede, pelo que a Igreja é chamada a estar também na rede. 
AE – Esse conceito de rede significa algo mais… Estamos habituados a pensar na internet e no mundo digital como um meio, mas essa não é, neste momento, a abordagem mais adequada.
PA  – Não, não é a abordagem mais adequada, e de resto a Igreja está a mover-se neste sentido, está a dar passos. As mensagens de Bento XVI para os Dias Mundiais das Comunicações Sociais, especialmente nos últimos anos, foram muito claras: fala-se claramente do mundo digital como um ambiente, não como instrumento, e é um ambiente comum, como diz mesmo Bento XVI na sua última mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, é onde as pessoas vivem, se exprimem, pensam, criam relações.
A Igreja é, por isso, chamada não a usar a rede, mas a viver neste ambiente.
 AE – O que é que significa também para a Igreja esta mutação, por assim dizer, para que esta rede seja verdadeiramente um ambiente de vida?
PA   – Isso significa simplesmente estar lá e estar significa viver, viver dentro. Não se pode perceber estando fora, fazendo análises.
Portanto, significa compreender como as questões religiosas, por exemplo – as perguntas de fé, também as dúvidas, as tensões, hoje também se exprimem na rede. Sabemos disso, em particular os mais jovens, no Facebook, no Twitter, com as imagens no Instagram e por aí fora.
Tudo isto se exprime aquilo que é o grande desejo do homem de viver relações mais fortes, mais autênticas. O bem, o mal, no fundo, encontram-se na rede como se encontram na vida física. Por isso, para a Igreja estar na rede significa, em primeiro lugar, escutar, ouvir o que dizem os homens, como vivem neste ambiente, quais são as tensões profundas da humanidade que emergem, sem se deixar amedrontar pelo mal, procurando também perceber o bem, procurando ter uma visão evangélica do modo como o homem se exprime hoje, inclusive no ambiente digital.
 AE – Daquilo que é possível perceber neste mundo que está sempre em mutação, também o mundo digital tem necessidade de Deus, de rezar, de celebrar, pode dizer-se… Como compreender isto?
PA  – É curioso, porque de fato aquilo que impressiona, que me impressionou desde o início e me levou a estudar este fenômeno, foi ver como também a necessidade espiritual do homem, mesmo a necessidade de rezar, emergia na rede. Em realidades aparentemente estranhas, como o “Second Life”, que era um mundo paralelo, havia igrejas, inclusive casas de exercícios espirituais, onde os avatares se reuniam para rezar. Podemos dizer muitas coisas sobre isso, mas apercebi-me como a necessidade de Deus emerge também na rede. A Igreja não pode ficar surda diante disto, deve perceber o que isto significa.
 AE – Por vezes há confusão, também nos media, quando se diz que alguém se pode confessar no Twitter. Para esta reflexão específica sobre os sacramentos, esta mutação, este modo de ser traz efetivamente desafios próprios?
PA  – Temos de entender-nos: o ambiente digital não substitui o ambiente físico. Este é um ponto: não há substituição, há uma integração. A questão é não viver a esquizofrenia, por causa da qual se escolhe ou o ambiente físico ou o ambiente digital.
Há coisas que apenas se podem fazer no mundo físico: imaginemos os cheiros, os sabores. Ou seja, a nossa vida sensível exprime-se no ambiente físico. O ambiente digital, por outro lado, ajuda-nos na nossa comunicação, isto é, ainda que vivamos de um modo diferente, conseguimos comunicar, sem as barreiras do espaço e do tempo, graças à internet.
Posso dar um pequeno exemplo, que vivi. Eu dou aulas na Universidade Pontifícia Gregoriana e um aluno meu nigeriano, que vive em Roma, disse-me uma vez: “Sabe, padre, eu amo o meu computador”. Eu perguntei-lhe: “Mas por que amas o teu computador”. A sua resposta foi: “Porque dentro estão todos os meus amigos”.
Esta resposta tocou-me, porque no fundo o ambiente digital era para ele o modo de permanecer em contacto com a sua família, os seus amigos, o seu ambiente. Isto é extremamente interessante e faz-me refletir.
 AE – Já disse várias vezes, em conferências, que o próximo neste tempo é quem está conectado e esta ideia de ligação é um conceito central, também para o Cristianismo. Há, digamos, uma abordagem que se pode fazer a esta linguagem do mundo digital e também à linguagem católica, para que se encontrem nesta ideia de conexão?
PA   – A Igreja tem dois mil anos de sabedoria ligada à comunicação, à comunicação de uma mensagem, e à relação. No fundo, poderia dizer isto: a Igreja e a rede estiveram sempre destinados a encontrar-se, porque aquilo que funda a rede são as relações – pensemos nas amizades, nas relações entre pessoas -, e a comunicação de uma mensagem. E aquilo que funda a Igreja são as relações de comunhão e a comunicação da mensagem evangélica.
Portanto, a rede e Igreja são chamadas desde sempre, de alguma forma, a encontrar-se. É certo, no entanto, que para a Igreja não basta a conexão, a comunhão é muito mais e não é o fruto dos esforços humanos, é um dom que se recebe do Alto. Diria que a Igreja não pode reduzir as relações eclesiais às meras conexões, a Igreja tem consciência de que a experiência de comunhão que vive é um dom do Espírito.
AE – Talvez por causa desta dimensão mais profunda, mas não só, exista um pouco de ceticismo, algumas reservas em várias intervenções do magistério, nas quais se diz que há potencialidades nestas novas tecnologias, mas recordando os perigos, aquilo que é preciso superar. É compreensível, esta posição?
PA   – Absolutamente, e também muito importante. Evidentemente, até pela facilidade e pela rapidez de conexão, o bem e o mal passam rapidamente e, por isso, também o mal: existem riscos, os riscos de alienação, de esquizofrenia, mas também na vida física há muitos riscos, há alienações, há grandes contradições. Os riscos que se correm não nos devem assustar, temos de enfrentar grandes desafios, até porque a internet não é algo que possa deixar de existir, é um dado de facto, por isso a questão não é “internet sim” ou “internet não”, mas como viver bem no tempo da internet.
 AE – Na sua entrevista às revistas jesuítas, o Papa Francisco disse que é necessário entender sempre como é que o homem de hoje se compreende. Esta dimensão digital não é uma dimensão que se possa negligenciar.
PA   – Não, não. Nem é sequer estática, isto é, o homem desenvolve uma compreensão de si cada vez maior, isso di-lo o Papa, na sua resposta. Este é um grande desafio: precisamos de ser geniais, como diz o Papa, esta é uma passagem que me tocou muito, não podemos ser estáticos, não podemos usar sempre as mesmas categorias, não podemos ficar parados quando o homem muda um pouco o modo de se ver a si mesmo. A Igreja deve escutar o homem, a forma como se interpreta, para então comunicar a sabedoria do Evangelho e da sua tradição, com muitos anos, sabendo que a tem de comunicar. Para isso tem de conhecer as categorias que o homem vive hoje na sua história, na sua cultura.
 AE – Para si, como foi a experiência de entrevistar o Santo Padre?
PA  – Bem, foi… diria que é impossível entrevistar o Papa. Pode dizer-me: Mas como, se o entrevistou? Não, é impossível porque na realidade, o Papa não consegue estar dentro de esquemas demasiado rígidos.
 AE – Pergunta-resposta…
PA – Exato. A pergunta-resposta, pergunta-resposta com ele é impossível. Ele expande o seu pensamento na relação, digamos.
Eu tinha diante de mim, naturalmente, papel e caneta, para além do gravador, e a certa altura deixei de lado o papel e a caneta porque acabavam por ser um filtro. O cenário da nossa entrevista na realidade o de uma conversa amigável.
 AE – Pensa que os media e as pessoas em geral compreenderam bem esta entrevista?
PA   – Eu penso que as pessoas perceberam muito bem. Recebi mais de mil mensagens, de pessoas – mesmo de pessoas afastadas, de sacerdotes que tinham deixado o sacerdócio há anos, que deixaram mesmo a Igreja – que me escreveram e diziam: Se tivesse lido esta entrevista anos atrás, não teria deixado a Igreja.
Tive a perceção de que houve uma grande, como dizer, uma nova consciência: as pessoas escutam muito bem as palavras tão diretas, simples, do Papa. Houve uma grande reação.
Diria que, mais do que a reação dos media, me tocou a reação das pessoas, que perceberam bem o Papa.
Os jornais, por vezes, tiram uma ou outra palavra, sublinham uma ou outra palavra, procurando criar oposições. Na realidade, o discurso é um discurso muito fluído.
 AE – Neste discurso, nunca ficou surpreendido?
PA   – Ah, sempre! Sempre, mas também pela atitude do Papa: por exemplo, o Papa exprime uma grande autoridade, mas sem qualquer distância. Ou seja, falar com ele é perceber a sua autoridade, de pontífice, e isso para mim é muito claro, nunca perdi essa percepção. Mas ao mesmo tempo, não percebi qualquer distância, percebi uma comunicação fluída, diria quase amigável, de absoluta espontaneidade e imediates.
Em nenhum contexto houve rigidez ou a percepção de que alguma pergunta fosse melhor não a fazer. Foi totalmente livre e aberto, disponível para qualquer questão e foi uma conversa muito aberta.
 AE – Esta conversa permitiu, por assim dizer, abrir as portas para aquilo que o Papa pretende para a Igreja.
PA  – Com certeza, mas gostaria de dizer uma coisa que me parece importante: o Papa não tem ideias claras, a priori, distintas. Para alguns é como se o Papa tivesse ideais precisas, que depois coloca imediatamente em prática. Não.
Na verdade, ele vive num processo de discernimento, ele compreende o que tem de fazer, começando a agir, vendo as reações, seja das pessoas à sua volta, das pessoas em geral, seja as reações que ele tem na oração, e depois segue em frente, consultando e rezando. Diria que o Papa abre um processo e talvez nem ele próprio saiba bem onde vai chegar esse processo. Neste sentido, está profundamente ligado à espiritualidade que incarna, à espiritualidade inaciana, que é a espiritualidade do discernimento espiritual.
AE – Também sobre o mundo da Comunicação, o Papa Francisco tem já duas ou três intervenções que são verdadeiramente importantes, como o discurso ao Conselho Pontifício, também já escolheu o tema para o próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais. O que é que podemos aprender com este pontificado sobre o modo como devemos ser comunicadores?
PA   – Digamos que, até há algum tempo, a comunicação significava transmitir. Agora significava compartilhar e nisso o Papa é extraordinário. Disse numa entrevista que o Papa não comunica, o Papa cria acontecimentos comunicativos, nos quais aqueles que recebem a mensagem se tornam atores e não simplesmente espectadores.
Recordemos o momento em que o Papa aparece na varanda da Basílica de São Pedro, na tarde da sua eleição: deu a sua bênção, mas antes de dar a bênção inclinou-se para receber a oração das pessoas que estavam na praça. Assim, tornou protagonistas os homens e mulheres que estavam diante dele, naquela praça, e isso é muito interessante: o Papa não torna as pessoas passivas, mas torna-as ativas, dinâmicas, capazes de serem participantes nos acontecimentos. O Papa é um homem das redes sociais.
AE – Deveria ser um exemplo para quem tem a missão de comunicar, não propor apenas ideias e discursos, mas ter também esta capacidade de escutar e de interagir?
PA   – O Papa ultrapassou o conceito do púlpito, da Igreja que é exclusivamente emissora de uma mensagem, que está a pregar do púlpito, de maneira distante das pessoas. Não, a sua forma de comunicar é o típico das redes sociais, ainda que o Papa não tenha nenhum contacto com as tecnologias. A questão é que ele vive de forma espontânea e natural este modo de comunicar e este foi sempre assim, mesmo como arcebispo de Buenos Aires.
AE – Podemos falar de forma mais específica sobre a existência de uma conta do Papa Francisco no Twitter. É um verdadeiro caso de sucesso. Como se entende que alguém que não interage com outras contas consiga ser seguido por 9 milhões de pessoas e repetido por tanta gente? Como se explica?
PA   – O Papa quando comunica, comunica com total espontaneidade e imediates. Por isso, a sua mensagem é acolhida, comentada, retweetada. Então, o fato de que o Papa esteja também nas redes sociais, de forma particular no Twitter, com a sua mensagem tem este significado: torná-la disponível para a partilha comigo.
AE – Regressando ao tema da ciberteologia, daquilo que o trouxe a Portugal: nas suas conferências não há só católicos, com certeza, não há só membros da hierarquia. As pessoas ficam surpreendidas com este conceito de Teologia no mundo digital e com a introdução na Teologia dos novos conceitos que o mundo digital trouxe?
PA   – Bem, devo dizer que há por certo conceitos que talvez sejam novos, mas tudo somado não diria que há algo radicalmente novo. Nós deixamo-nos impressionar pela tecnologia, vendo que as máquinas funcionam bem, que nos espantam pela sua qualidade, ficando profundamente impressionados por isso.
Na verdade, deveríamos questionar-nos sobre quais as necessidades a que tudo isto responde: indagando bem, as necessidades do homem são sempre as mesmas dos antigos, ou seja, a necessidade de conhecer a realidade, a necessidade de relacionar-se com o outro. No fundo, o ambiente digital responde a estas necessidades: relação, conhecimento, comunicação. São necessidades que o homem sempre teve.
Por isso, diria que deveríamos ser menos tocados pelo aspeto tecnológico e deveríamos, pelo contrário, ficar mais impressionados pela importância que estas necessidades que o homem sempre teve ainda hoje têm.
AE – Para a linguagem teológica, não basta esta parte técnica, uma tecnofilia, não é suficiente.
PA   – Não, de forma alguma. É preciso que não nos deixemos enganar, deste ponto de vista, é preciso perceber o que leva o homem a agir. No fundo, o grande preconceito que temos, talvez o tenhamos vivido sempre e sobretudo no século passado, foi o de separar a espiritualidade do homem da sua elaboração tecnológica.
Na realidade, a tecnologia é uma forma de espiritualidade, isto é, exprime necessidades espirituais do homem, é um fato no qual atua a liberdade, o bem e o mal. Ficamos impressionados pelo uso terrível da tecnologia na II Guerra Mundial, da bomba, substancialmente. Ficamos impressionados com este uso negativo e consideramos a tecnologia como algo frio, distante, desumano. Mas na verdade não é assim, porque a tecnologia tem um papel importante no projeto de Deus para a humanidade.
No fundo, a verdadeira pergunta da ciberteologia é muito simples: qual é o projeto de Deus na internet, isto é, qual é o significado no plano de Deus para a humanidade.
AE – Coloco uma questão hipotética: ainda que não nos devamos centrar apenas na tecnologia, é possível pensar que um dia essa tecnologia seja uma extensão do humano, não só do ponto de vista externo, mas também implantada ou noutras dimensões. Que desafios pode trazer à Teologia esta fusão da tecnologia no humano?
PA   – Vejamos, é preciso perceber, discernir sobre o concreto, não se podem fazer discursos demasiado abstratos, porque como dizia antes, o campo da tecnologia é o campo da liberdade, no qual o homem pode agir bem ou mal e isto deriva sempre da sua espiritualidade. Onde não é possível o mal, não há sequer liberdade.
O fato de ser possível agir mal significa que há verdadeiramente um campo de escolha, o campo da liberdade. Temos de estar muito atentos a isto, porque é preciso salvaguardar a humanidade do homem: não é idolatrar a tecnologia, mas perceber como e se a elaboração tecnológica do homem responde à sua vocação do seu espírito. Aqui entra em função, se quisermos, o discurso moral, do meu ponto de vista a Teologia Espiritual.
AE – Para não se perder esta dimensão que vai para lá da mundanidade, digamos…
PA   – Esta é a questão: é preciso ter em conta não só a liberdade de fazer o bem e o mal mas também a capacidade de o homem exprimir os valores mais profundos da sua humanidade. A tecnologia pode ser uma grande aliada.
De fato, Bento XVI, na sua mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais há dois anos, disse com toda a clareza que a tecnologia pode ajudar o homem a satisfazer o seu desejo de sentido. Mas Paulo VI, em 1964, falamos de um mundo, verdadeiramente um outro mundo, disse que o cérebro mecânico pode ir em auxílio do cérebro espiritual. Ou seja, o computador, o cérebro mecânico vai ajudar o cérebro espiritual do homem que se exprime no pensamento, na linguagem.
A Igreja, na realidade, sempre percebeu a conexão profunda, vital, entre tecnologia e espiritualidade, somos nós que temos dificuldades para vivê-la a fundo.




Fonte: Agência Ecclesia